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Lista
de resumos aprovados ao XXIII CBBMN |
PAINÉIS
Resumo 44
Apresentação: Painel
Área: CardiologiaIMAGENS COMBINADAS DE GLUCARATO-99mTc E SESTAMIBI-99mTc NO DIAGNÓSTICO DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO
Marcos V. Pedras, Harrison C. Hong, Bárbara J. Amorim, Mariana C.L. Lima, Allan O. Santos, Elba C.S.C. Etchebehere, Willian Cirillo, Otávio R. Coelho, Marycel F. Barboza, Jair Mengatti, Celso D. Ramos.
Serviço de Medicina Nuclear do Departamento de Radiologia, Disciplina de Cardiologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas e Instituto de Pesquisas Energéticas e Nuclear
INTRODUÇÃO: O glucarato-99mTc é um novo radiofármaco para imagens de necrose miocárdica e foi recentemente produzido em nosso meio pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). Os poucos estudos disponíveis com esse radiotraçador indicam uma alta sensibilidade para a detecção do infarto agudo do miocárdico (IAM) desde que a administração do material seja feita até 9 horas após o evento cardíaco. OBJETIVOS: Avaliar a utilidade da cintilografia com glucarato-99mTc no diagnóstico precoce, localização e estimativa da extensão do IAM. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram estudados 4 pacientes, sendo 3 do sexo feminino e 1 masculino, com 33 a 75 anos de idade, média de 54 anos. Todos se apresentaram ao Serviço de Emergência do Hospital, onde foi feita a hipótese diagnóstica de IAM não-Q ao eletrocardiograma (ECG). Foram excluídos os pacientes com possibilidade de gravidez, condição clínica crítica, ECG evidenciando supra-ST e precordialgia há mais de 9 horas de duração. Além do ECG, todos realizaram curva enzimática dos marcadores cardíacos. Foi administrado por via venosa 740 MBq de glucarato-99mTc, ainda no setor de emergência. As injeções foram realizadas após 3, 5, 6 e 9 horas do início da dor, respectivamente, nos 4 pacientes. Após 2 horas foram adquiridas imagens tomográficas (SPECT) do tórax sendo 1 imagem a cada 6 graus, completando 186 graus. Mantendo o paciente na maca de aquisição cintilográfica, sem alterar sua posição, foi administrado por via venosa, 740 MBq de sestamibi-99mTc e adquiridas, imediatamente, novas imagens tomográficas exatamente na mesma posição. RESULTADOS: Em dois casos o estudo foi verdadeiro positivo para IAM e foram visualizadas pequenas áreas de captação do glucarato-99mTc e ausência de captação do sestamibi-99mTc, compatíveis com necrose miocárdica aguda, o que foi comprovado pela elevação da curva enzimática. A localização e a extensão da área necrótica puderam ser avaliadas com precisão nos dois casos. Um desses pacientes apresentava área de infarto antigo que também pode ser corretamente identificada pelas imagens combinadas de glucarato-99mTc e sestamibi-99mTc. Em outro paciente, o estudo foi verdadeiro negativo: ausência de captação de glucarato-99mTc, captação normal de sestamibi-99mTc e enzimas normais. No quarto paciente, que recebeu a injeção de glucarato-99mTc 9 horas após o início da dor, o estudo foi falso-negativo, não se evidenciando captação de glucarato-99mTc, apesar da positividade da curva enzimática. CONCLUSÃO: As imagens combinadas de glucarato-99mTc e sestamibi-99mTc parecem ser úteis no diagnóstico, localização e avaliação da extensão do IAM não-Q e possibilitam fazer a distinção entre IAM recente e antigo. Por outro lado, o tempo entre o início da dor e a injeção do glucarato-99mTc parece ser crítico, devendo ser inferior a 9 horas. Mais estudos com uma maior casuística são necessários para avaliar o potencial desse novo radiofármaco.
Resumo 69
Apresentação: Painel
Área: CardiologiaResistant Arterial Hypertension Patients Evaluated by Stress Single Photon Emission Computed Tomography (SPECT) Myocardial Perfusion Imaging
Benedita Andrade Leal de Abreu, Darline Carvalho da Silva, Juliana de Sousa Britto, Edjane Santos de Queiroz, Luciana dos Santos Nunes, Everardo Leal Abreu, Eucario Leite Monteiro Alves, João Batista de Abreu, Nayana Alves de Brito Melo.
Faculdade de Medicina da Universidade Estadual do Piauí (FACIME)
Aim: The relationship between blood pressure (BP) and risk of cardiovascular disease (CVD) is well-known, but an important debated question is whether a more aggressive treatment would improve blood pressure control and reduce morbidity and mortality associated with CVD1,2. BP can be controlled with effective therapy in most patients; however in a small percentage of hypertensive population BP remains resistant to therapeutic measures3. The criteria to classify resistant hypertension were patients in use of more than two drugs including one diuretic and blood pressure levels higher than 140x90mmHg. The aim of this study is to evaluate the incidence of perfusion abnormalities detectable by SPECT myocardial-perfusion scintigraphy and to compare the results of SPECT myocardial-perfusion scintigraphy with risk factors Materials & methods: Prospective study included 26 patients with resistant hypertension, age variation between 30 and 75 years old that underwent 99mTcMibi SPECT myocardial-perfusion from August to July 2007. Method of inducing stress was infusion of dipyridamole in 16 (61.5%) cases and exercise loading in the others (38.5%). Ejection fraction (EF) was assessed by ECG- Gated technique. Scintigraphic findings were compared according to stress perfusion abnormalities, EF and risk factors. Patients with record of previous heart infarction with or without revascularization intervention were excluded. Results: This study analyzed data of 26 patients. Ages ranged from 38 to 75 years old (mean=50.3). 14 (53.8%) were women. Stress perfusion abnormalities were found in 10 (38.5%) patients. Nothing statistically significant was found between perfusion abnormalities occurrence and age (p=0,394), total cholesterol (p=0,355), EF (p=0,051), systolic blood pressure (<= 140 ou > 140 mmHg) (p=0,673), dyastolic blood pressure (<= 90 ou > 90 mmHg) (p=0,547) (table 01), sedentary habits (p=0,696), obesity (p=0,126), familiar antecedent (p=0,054), tobaccoism (p=0,420), hyperlipidemia (p=0,149), sex (p= 0,263), race (p=0,049). EF calculated as a quantitative index of left ventricular function ranged from 38 to 75% (median=58.5%). Conclusion: This study suggests that resistant hypertension couples with a greater probability of perfusion abnormalities, but this was not statistically significant and more research is needed to analyze correlations. Table 01 - Mean and correspondent standart deviation in association with the occurrence of perfusion Variable Mean (standart deviation) p Age 60.4 (10.5) 0,394* Total cholesterol 214.1 (84.8) 0,355* Ejection fraction 57.2(10.7) 0,051*
Resumo 71
Apresentação: Painel
Área: CardiologiaCORONÁRIAS ANÔMALAS COMO CAUSA DE DÉFICIT PERFUSIONAL MIOCÁRDICO EM MULHER JOVEM -RELATO DE CASO
Douglas Antonio de Resende Gonçalves, Bruno Pinheiro Falcão, Maria Raimunda Rodrigues da Cruz, Eucário Leite Monteiro Alves, Maria Luísa Brito Ferreira Almino, Nayana Miranda de Freitas, Paulo Sérgio Tajra Cortelazzi, Benedita Andrade Leal de Abreu
Faculdade de Medicina da Universidade Estadual do Piauí (FACIME)
INTRODUÇÃO: Anomalias congênitas das artérias coronárias compreendem alterações na origem e no trajeto, sendo a incidência dessas anomalias relativamente baixa, variando entre 0,2% e 1,2% da população. São identificadas em apenas 0,25 a 0,9% das cinecoronariografias. A origem anômala da artéria circunflexa (Cx) à direita tem alta prevalência. Assim, alguns autores propuseram considerá-la uma variação anatômica e não uma anomalia. O mesmo não ocorre com a origem anômala da artéria descendente anterior (DA) que é um achado bem mais raro. Muitos pacientes com coronárias anômalas são assintomáticos. Entretanto, há vários relatos de complicações clínicas provocadas pelo percurso anômalo destas artérias, que devido aos movimentos dos vasos durante o ciclo cardíaco, pode provocar alterações na perfusão miocárdica. O significado clínico de tais anomalias no fluxo coronário permanece pouco conhecido, porém há relatos com quadro de angina estável, infarto agudo do miocárdio (IAM) ou morte súbita. RELATO DE CASO: Paciente feminina, 38 anos, apresentava história, desde infância, de cansaço e dor precordial aos médios esforços como caminhada leve. Apresentava também episódios de tontura, náuseas e lipotímia já em idade adulta que ocorriam durante realização de atividades diárias. A cintilografia de prefusão miocárdica com Mibi-Tc99m demonstrou área de hipofixação do traçador, de localização em paredes anterior e apical do ventrículo esquerdo, com uma fração de ejeção de 58%, com o paciente no máximo esforço. Em repouso, o exame cintilográfico mostrou que tratava-se de defeito reversível em regiões anterior e apical do ventrículo esquerdo, compatível com isquemia em regiões anterior e apical do ventrículo esquerdo. Ecodopplercardiograma mostrou-se normal. Realizou uma cineangiocoronariografia que detectou origem anômala da artéria DA a partir da artéria pulmonar e da artéria Cx que se origina a partir da artéria coronária direita. Na angiotomografia (angioCT) evidenciaram-se as mesmas alterações anteriores. Procedeu-se cirurgia corretiva das anomalias, após a qual a paciente apresentou melhora das queixas clínicas. A cintilografia realizada após um ano do procedimento mostrou perfusão adequada das paredes miocárdicas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O exame cintilográfico mostrou-se importante em tal caso, pois demonstrou alteração funcional miocárdica pelo déficit perfusional. A cinecoronariografia e o angioCT de coronárias mostraram a alteração anatômica, confirmando a presença de coronárias anômalas. O diagnóstico precoce permitiu a prevenção de possíveis complicações futuras graves e a possibilidade da paciente retornar a vida normal com qualidade.
Resumo 74
Apresentação: Painel
Área: CardiologiaDoença arterial coronariana em pacientes diabéticos avaliados pela cintilografia de perfusão miocárdica: comparação entre as populações usuárias do sistema de saúde público e privado.
Tien-Man C Chang, Ricardo Augusto Machado e Silva, Marcos Gomes Magalhães, Idalacy Barreto Carvalho, Maria Inês Remigio, Ricardo Brito Leite, Sergio de Azevedo e Silva e Djalma Godoy.
Cerpe Diagnósticos; RealCor - Rea Hospital Português
Fundamento: O acesso gratuito e irrestrito a saúde é uma garantia constitucional à população brasileira desde 1988. Entretanto, apesar do sistema único de saúde (SUS) oferecer diversos recursos diagnósticos e terapêuticos em unidades próprias ou conveniadas, as diferenças entre as populações usuárias do sistema publico e o privado ainda são grandes. Considerando que o diabetes é um importante fator de risco independente para doença coronariana (DAC), sua detecção precoce é fundamental no manejo adequado e prevenção de complicações cardíacas nesses pacientes (pctes). Objetivo: Verificar se existem diferenças significativas no contexto clínico, fatores de risco associados, prevalência e gravidade de DAC entre pctes diabéticos (DM) atendidos pelo SUS e convênios privados. Metodologia: Foram selecionados 532 pctes com DM que realizaram cintilografia de perfusão miocárdica (CPM) com sestamibi-Tc99m e técnica tomográfica gateada (SPECT gated) nos anos de 2003 e 2004, divididos em: grupo S (sus, 150 pctes) e grupo P (privado, 382 pctes). Avaliamos a incidência de pctes internados e a presença de dor torácica. Os fatores de risco pesquisados foram: DAC prévia, HAS, tabagismo, dislipidemia, antecedente familiar para DAC e obesidade. A prevalência de DAC foi avaliada em relação ao resultado da CPM (normal, isquêmica ou hipoperfusão persistente) e a gravidade em relação ao valor da FEVE e extensão das alterações perfusionais. Resultados: O grupo S (idade média 60,7 anos e 60% mulheres) tinha 14% de pctes internados e o grupo P (idade média 62,4 anos e 52% mulheres) tinha 10%. Dor torácica estava presente em 65,8% dos pctes do grupo S e em 53,6% do grupo P. O grupo S apresentava 30,9% de pctes com mais de 3 fatores de risco associados ao diabetes e o grupo P 24,6%. A CPM foi normal em 50,3% dos pctes do grupo P e em 36% do grupo S. A média da extensão das alterações perfusionais foi de 16% no grupo S e 11,5% no grupo P. A média da FEVE nos pctes com CPM alterada foi de 44,68% no grupo S e 51,54% no grupo P. Conclusão: Os resultados mostram que os pctes diabéticos usuários do SUS encaminhados para a realização de CPM apresentavam maior incidência de dor torácica e fatores de risco associados e, a DAC, quando presente, era mais extensa e severa do que nos pctes acompanhados por convênios privados.
Resumo 98
Apresentação: Painel
Área: CardiologiaCintilografia com Pirofosfato-99mTc e Amiloidose Cardíaca. Revisão Bibliográfica e Relato de Caso.
Rodrigues DF, Arratia JIC, Menezes EMMB, Vale GF, Barroso AA
Nucleminas - Juiz de Fora/MG
INTRODUÇÃO: A amiloidose cardíaca é uma doença difusa do miocárdio que se caracteriza pelo depósito amilóide difuso e que pode confundir o diagnóstico de lesões necróticas do coração. CASO CLÍNICO: Mulher de 79 anos, com suspeita clínica de amiloidose, foi então encaminhada ao Serviço de Medicina Nuclear para realização de Cinitlografia com Pirofosfato-99mTc para fim de confirmação diagnóstica de amiloidose. Após 4 horas da administração endovenosa do radiofármaco, foram adquiridas imagens estáticas do tórax nas projeções anterior, oblíquas anterior esquerda de 35º e 70º e lateral esquerda, associadas a imagens tomográficas (SPECT) desta região, que revelaram captação acentuada e difusa em topografia cardíaca, concordante com o padrão cintilográfico de amiloidose, confirmando a suspeita clínica. CONCLUSÃO: A amiloidose é tida como causa de falso-positivo na imagem de infarto ávido por Pirofosfato-99mTc, porém no diagnóstico diferencial a amiloidose cardíaca evidencia padrão difuso da captação em todo o miocárdio, inclusive do ventrículo direito, com elevada relação de atividade entre miocárdio amiloide/miocárdio normal. Miocardite, lesão pós-irradiação e cardiotoxicidade por doxorrubicina também são referidos como causa de captação miocárdica aumentada difusamente.
Resumo 124
Apresentação: Painel
Área: CardiologiaCardiac Amyloidosis detection with pyrophosphate-99mTc scintigraphy
Souza DSF, Ichiki WA, Coura Filho GB, Izaki M, Giorgi MCP, Soare Jr. J, Meneghetti JC
Serviço de Medicina Nuclear e Imagem Molecular do Instituto do Coração FMUSP
Introduction: Amyloidosis is a rare disease, characterized by extracellular deposition of insoluble amyloid fibrils in organs and tissues. It may affect virtually any system, preferably heart, kidneys and liver. The cardiac involvement produces a spectrum of clinical features, usually with progressive dysfunction. Early diagnosis is important for institution of appropriate therapy. Case report: Male patient, 75 years old, with diagnosed congestive heart failure functional class III and Mobitz II second-degree atrial-ventricular block, was hospitalized for implantation of definitive cardiac pacemaker. Patient mentioned history of worsening effort dyspnea over a one-month period, progressing to minimum effort, orthopnea, paroxysmal nocturnal dyspnea and paroxysms of dry cough, and swelling of lower limbs. Echocardiography showed diffuse hypertrophy of left ventricle (LV), with systolic dysfunction due to diffuse hypokinesia and hyperrefringent aspect in the septum. It was questioned a cardiac infiltrating process. Cardiac amyloidosis was considered as a diagnostic hypothesis. The patient underwent a pyrophosphate-99mTc scintigraphy, which showed abnormal tracer uptake in the heart projection, with diffuse pattern on the left ventricle walls, compatible with the clinical suspicion cardiac amyloidosis, wich was later confirmed by endomyocardial biopsy. Discussion: In this case report, the patient had clinical and other auxiliary examinations, such as electrocardiography and Doppler echocardiography, compatible with cardiac amyloidosis, which led to implementation with pyrophosphate-99mTc scintigraphy and later endomyocardial biopsy. Cardiac amyloidosis occurs in about half the cases of primary amyloidosis (AL) and is rare in secondary amyloidosis (AA). Its clinical presentation is polymorphic and it can be classified into four distinctive types: restrictive cardiomyopathy, systolic dysfunction, postural hypotension and conduction disorders. Cardiac amyloidosis is often underdiagnosed due to unspecific and varied signs and symptoms. The diagnosis is confirmed by endomyocardial biopsy, an invasive procedure with inherent risks to this technique. Pyrophosphate-99mTc scintigraphy is a simple, non-invasive, low cost, with good sensitivity method for detection of cardiac amyloidosis. The scintigraphy pattern observed in cardiac amyloidosis cases is abnormal diffuse tracer uptake in both heart ventricles. Planar and/or tomographic imaging may be perfomed. It is considered a highly sensitive test, with low rates of false-negative results despite the existing little literature. Therefore the scintigraphy can be useful to select patients for biopsy. Conclusion: Scintigraphy can be of great assistance in cardiac amyloidosis, despite its low specificity. Due to its high sensibility, it can be a useful test to early discriminate patients who should undergo biopsy, allowing treatment optimization.
Resumo 149
Apresentação: Painel
Área: CardiologiaPapel da cintilografia com citrato de gálio-67 no diagnóstico de miocardite com apresentação clínica atípica – relato de caso.
Borges AC, Souza DSF, Articolo CES, Izaki M, Giorgi MCP, Soares Jr J, Meneghetti JC
Serviço de Medicina Nuclear e Imagem Molecular do Instituto do Coração - InCor
INTRODUÇÃO: A miocardite se caracteriza pela presença de resposta inflamatória do músculo cardíaco, em decorrência de uma agressão infecciosa, sendo a viral de maior incidência, embora outros agentes possam estar envolvidos na gênese da inflamação tais como quimioterápicos, agentes físicos e doenças inflamatórias sistêmicas. Uma das dificuldades no diagnóstico advém da apresentação clínica altamente variável: desde quadro assintomático até disfunção cardíaca importante e abrupta com morte súbita. O diagnóstico correto e a detecção precoce são fundamentais no manejo clínico adequado. RELATO DE CASO: WCB, sexo masculino, 8 anos, admitido no PS com mal-estar súbito, desidratação e taquicardia, após 4 dias de evolução de quadro de febre alta e vômitos. Cursou com parada cardiorrespiratória, foi reanimado prontamente e evoluiu com choque cardiogênico. Apresentava à admissão ECG com supradesnivelamento do segmento ST nas derivações DII, AVF, V5 e V6 e infra ST AVR, V1, V2, V3 e elevação de enzimas cardíacas (Troponina I e CKMB), sendo feita a hipótese diagnóstica de IAM. O ecocardiograma demonstrou dilatação de câmaras esquerdas, insuficiência mitral moderada e fração de ejeção de 63%. A ressonância magnética (RM) cardíaca evidenciou comprometimento segmentar do ventrículo esquerdo, com realce tardio nas paredes inferior, septal e lateral (porção basal), além de déficit contrátil nessas paredes. O paciente foi submetido à cineangiocoronariografia, a qual demonstrou coronárias normais. Apresentou alteração de provas de atividade inflamatória e foi realizada cintilografia cardíaca com citrato de gálio-67 que demonstrou captação difusa em grau moderado/acentuado do radiofármaco na projeção cardíaca, sendo aventada a possibilidade de miocardite. A biópsia endomiocárdica foi contra-indicada devido ao alto risco de perfuração. Diante do quadro clínico e dos exames complementares realizados foi firmado o diagnóstico de miocardite, sendo instituída terapia imunossupressora, com melhora clínica. DISCUSSÃO: na prática clínica é de fundamental importância o diagnóstico correto e precoce da miocardite, pois isto determina o que esperar dos métodos diagnósticos, assim como define o estabelecimento da estratégia terapêutica. A RM cardíaca apresenta boa sensibilidade diagnóstica na fase aguda e alta concordância com a biópsia, mas apresenta baixa especificidade. No campo da Medicina Nuclear há vários radiofármacos disponíveis para avaliação de miocardites (111In-Anticorpo anti-miosina, 99mTc-Annexina V, 111In-Tenascina C), mas não se encontram disponíveis em nosso meio. A cintilografia cardíaca com gálio-67 apresenta sensibilidade de 80% na fase aguda, diminuindo vertiginosamente com a evolução da doença. Apresenta taxa de concordância com a biópsia de 87% , falso-negativos menores que 2% e pode ser uma ferramenta poderosa na confirmação da presença de atividade inflamatória cardíaca, em especial nestes casos de apresentação clínica atípica.
Resumo 14
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaParatireoiodectomia radioguiada otimizada pelo SPECT/CT em paciente com hiperparatireoidismo secundário _Relato de Caso
Teixeira M, Cruz CA, Barra Sobrinho A, Mosci K
IMEB (Imagens Médicas de Brasília) Brasília-DF
Introdução: A cirurgia radioguidada com sestamibi-99mTc para remoção de adenomas de paratireóides tem sido bem demonstrada nos últimos anos. No entanto, existem poucos casos publicados na literatura evidenciando a sua aplicabilidade nos casos de hiperparatireoidismo secundário e terciário. Reportamos um caso onde a cirurgia radioguidada, com auxílio conclusivo do SPECT/CT, foi utilizada para tratar hiperparatireoidesimo secundário, se mostrando útil na prevenção de hiperparatireoidismo persistente. Descrição: Paciente S.J.D, 35 anos, sexo feminino, com insuficiência renal crônica, em hemodiálise há 5 anos. Diagnosticado hiperparatireoidismo há 6 meses, apresentando quadro de mialgia e artralgia, além de várias lesões líticas ósseas (tumor marrom). A cirurgia foi programada após realização de cintilografia das paratireóides com sestamibi. Foram obtidas imagens planares, precoces e tardias, com colimador pinhole e de subtração, além de imagens tomográficas nucleares associadas a imagens tomográficas para localização anatômica (SPECT/CT). O estudo tomográfico foi capaz detectar maior número de glândulas alteradas que o estudo planar e de subtração, indicando a sua localização e demonstrando ausência de tecido paratireoidiano ectópico. O gama probe permitiu ao cirurgião identificar facilmente essas glândulas, incluindo a localizada no interior do parênquima tireoideano, otimizando o tempo operatório. Conclusão: A cirurgia radioguiada para hiperparatireoidismo secundário é factível, com importante redução no tempo operatório, principalmente quando associada à cintilografia com SPECT/CT. Essa associação é capaz de auxiliar na definição da técnica cirúrgica empregada, além de otimizar o tempo operatório, reduzindo a incidência de hiperparatireoidismo persistente ou recorrente.
Resumo 19
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaTRATAMENTO DO HIPERPARATIROIDISMO PRIMÁRIO (HPTP) PELA INJEÇÃO DE ÁLCOOL – 90%.
Saulo K da Silveira, Augusto J. C. Neto, Edson M. Boasquevisque, Gustavo S. Boasquevisque, Marcelo C. Millen, Jorge Wagner E. Silva
Vale Imagem/ Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa
Objetivo: Descrever o resultado do tratamento do hiperparatireoidismo primário (HPTP) pela injeção de álcool-90% Material e métodos: Homem de 44 anos, com litiase renal e elevação do PTH e cálcio séricos e fósforo e magnésio dentro da normalidade. Paciente submetido á cirurgia da paratireoide sem sucesso. A ressonância Magnética e o ultra-sonografia cervical . Resultados: Os exames demostraram nódulo com 1,4x 1x 1,3 cm, de localização póstero-inferior ao lobo esquerdo da tireóide. Realizou-se a injeção de 1,0 ml de álcool-90% no centro do nódulo, guiado por US, repetido por três vexes no período de 13 meses. Os níveis PTH sérico caíram 60% após o tratamento. A cintilografia com sestamibi-Tc99m, realizada após o tratamento demonstrou redução significativa do nível de captação. Discussão: A ablação da lesão tumoral da paratireoide pode ser conseguida pela excisão cirúrgica ou injeção de alcool absoluto.O volume de alcool usado deve ser correspodente ao volume da lesão, o qual pode ser administrado em procedimentos repetidos como ocorreu no presente caso.
Resumo 28
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaParathyroid glands: combination of sestamibi-99mTc scintigraphy and ultrasonography for demonstration of hyperplasic parathyroid glands
Erika.Tami P. Kasai, Jorge Wagner E da Silva, Carlos A. Mandarim de Lacerda, Edson Boasquevisque
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Objective. To determine the frequency of the types of parathyroid gland hyperplasia and the sensitivity of sestamibi-99mTc (MIBI) scintigraphy and ultrasonography (US) of patients with secondary hyperparathyroidism (SHPT) due to chronic renal failure. Material and methods. We studied 43 patients with SHPT (26 females and 17 males with age range of 27-75 years). Blood tests were performed to determine intact parathyroid hormone (PTH), calcium and phosphorus concentration and parathyroid MIBI scintigraphy and US examinations were done, to evaluate each glandular function and structure. Nineteen of the 43 patients underwent total parathyroidectomy and 69 abnormal glands were removed at operation. The 69 abnormal and 4 normal glands from patients that underwent total thyroidectomy were studied by light microscopy. The results were compared and correlation was calculated to: weight, MIBI uptake and US results. Results.All 43 patients had elevated serum PTH ranged from 400 to 4,075 pg/ml (1,868.0 ± 975.9 and normal range 10-75 pg/ml). Serum calcium and phosphorus concentration were 10.13 ± 2.02 mg/dl and 5.28 ± 2.07 mg/dl respectively. Fifty eight of 69 glands from surgical resection were MIBI positive and 11 were negative, but their cellular composition and presentation were similar. Hyperplasic glands had increased number of all cell types considered (chief, oxyphil and clear) compared to the normal gland. Chief cell hyperplasia was the most frequent type (81 %) followed by oxyphil (9 %), clear (6%) and adenomatous type (4 %). False negative results of 10% to US and 4.6 % to scintigraphy were found. The correlation of gland weight and MIBI uptake were not significant (p = 0.09). The sensitivity of MIBI scintigraphy was 84 % and US was 72.5%. Conclusions.The MIBI scintigraphy is a very sensitivity tool for pre-operative localization of hyperplasic parathyroid gland and should be used as the first imaging method. The association of MIBI and US is recommended because increases the sensitivity for preoperative hyperplasic parathyroid glands identification.
Resumo 36
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaLocalização pré-operatória do adenoma de paratireóide utilizando-se fusão de imagens da cintilografia de paratireóide com tomografia computadorizada multislice
Pedro Salviano de Albuquerque, Wilter dos Santos Ker, Raoni Bellotti Lamas, Marcela Dalla Bernardina Fraga, Rafael Marcos Bandeira da Silva, Rafael Menezes Tavares, Lívia Maria Muniz Assis dos Santos, Sérgio Roberto Fernandes, Isabella Campagnuci Knust
Hospital Naval Marcílio Dias
RESUMO DO RELATO DE CASO O adenoma de paratireóide é a causa mais comum de hiperparatireoidismo primário, caracterizando-se pela secreção inapropriada do paratormônio (PTH). Os autores apresentam o caso de um paciente do sexo masculino, 27 anos de idade, com história clínica de litíase renal bilateral. Durante investigação foi detectado hipercalcemia, hipofosfatemia e aumento do PTH. Em virtude do quadro clínico e exames laboratoriais, foi solicitado cintilografia de paratireóide com 99mTecnécio-Sestamibi e tomografia computadorizada da região cervical, para fusão de imagem funcional e anatômica, sendo evidenciado padrão sugestivo de adenoma de paratireóide. Foi adotado como tratamento cirurgia radioguiada minimamente invasiva. A devida localização do adenoma de paratireóide, através da fusão de imagens, é fundamental para otimização do tratamento cirúrgico.
Resumo 37
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaCisto renal como causa de falso-positivo em Pesquisa de corpo inteiro pós dose ablativa com I-131 para tratamento de carcinoma diferenciado de Tireóide
Teixeira M, Prado Jr L, Barra Sobrinho A, Sousa PB, Lauand TCG, Santana CM, Anjos D, Prado L, Xavier MA
IMEB (Imagens Médicas de Brasília), Brasília-DF
OBJETIVO: Descrever um caso de falso-positivo em Pesquisa de corpo inteiro (PCI) no Carcinoma papilar de Tireóide. MATERIAIS E MÉTODOS: Revisão de prontuário médico e anamnese com a paciente. RELATO DE CASO: C.T.Q, 28 anos de idade, casada, residente em Brasília-DF, Brasil. Foi submetida a tireoidectomia total, em fevereiro de 2008, após PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina) com diagnóstico de Carcinoma Papilar de Tireóide. O exame anátomo-patológico revelou carcinoma papilar variante “tall cells”, moderadamente diferenciado, não capsulado, multicêntrico, sendo a maior lesão de 8 mm. Realizou-se, concomitantemente, uma linfadenectomia regional, que apresentou risco histológico de 2 linfonodos no nível II. A paciente não apresentava história pregressa, nem história familiar de doença de tireóide, e não tinha passado de irradiação em cabeça e pescoço. Um mês após a cirurgia foi feita uma PCI com Iodo-131, que revelou captação tireiodiana de 1,7% e ausência de captação ectópica a distância. Nessa ocasião o TSH era 177 mlU/L, tireoglobulina = 31 ng/ml e anti-tireoglobulina < 20 UI/ml. Foi submetida a dose ablativa com Iodo-131 de 150 mCi e a PCI pós dose revelou captação tireoidiana e em hemi-abdome direito, na topografia renal. Realizou-se uma tomografia computadorizada (TC) que evidenciou uma cisto renal simples (Bosniak classificação I) e lesões residuais de granulações/ infecção/processo inflamatório prévio. Conclusão: Muitos tecidos podem expressar o transportador sódio-iodo, como as glândulas salivares, cólon, mama, estômago, timo, mucosa nasal, sendo capazes de concentrar iodo radioativo. Apesar da especificidade da PCI com Iodo-131 para metástases de carcinoma de tireóide, falso-positivos podem ocorrer resultando em um tratamento desnecessário. Por isso, uma captação em topografia renal nos induz a acreditar na possibilidade de metástase desses cânceres. A paciente foi submetida, então, a um estudo de imagem, que revelou através da cintilografia com Iodo-131, um falso-positivo na PCI. Alguns estudos têm mostrado casos de falso-positivos envolvendo os rins, geralmente relativo a alterações estruturais prévias tais como dilatação pielocalicinal e cistos renais grandes. Portanto, não há necessidade de confirmação por biópsia quando outros exames de imagem podem revelar os falso-positivos da PCI.
Resumo 47
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaTIRÓIDE HIPERCAPTANTE EM PACIENTE COM HIPOTIREOIDISMO POR USO CRÔNICO DE LÍTIO: RELATO DE CASO
Aline M.D. Gomes, Bárbara J. Amorim, Allan O. Santos, Mariana C.L. Lima, Elba C.S.C. Etchebehere, Denise E. Zantut-Wittmann, Celso D. Ramos.
Serviço de Medicina Nuclear do Departamento de Radiologia e Disciplina de Endocrinologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, Brasil.
INTRODUÇÃO: O tratamento crônico com lítio é uma causa conhecida de hipotireoidismo secundário. Nessa situação, os poucos casos descritos em que se realizou cintilografia de tireóide, a glândula tireóide apresentou graus variáveis de hipocaptação de radioiodo ou pertecnetato-99mTc. Não há relatos na literatura de glândula tireóide hipercaptante nesses pacientes. RELATO DE CASO: Paciente do sexo feminino, 31 anos, portadora de transtorno bipolar (com predominância de episódios maníacos) há cinco anos e de fibrose cística há quinze anos. Apresentava cisto no lobo direito da tireóide há 3 anos. Fazia uso crônico de carbonato de lítio (900 mg/dia) e uso freqüente de antibióticos (amicacina, azitromicina, ciprofloxacina) e prednisona. Há 2 anos, apresentou quadro laboratorial de hipotireoidismo: TSH = 3,31 uUI/mL (normal 0,41 a 4,5) e T4L = 0,77 ng/dL (normal 0,9 a 1,8), anticorpos antimicrossomal e antitireoglobulina negativos, tendo sido introduzida levotiroxina 50 mcg/dia. Ao exame físico observava-se tireóide difusamente aumentada, sem nodulações palpáveis. A ultrassonografia de tireóide evidenciava glândula de dimensões aumentadas, com alterações texturais difusas e cisto no lobo direito da tireóide medindo 0,8 x 0,5 cm. Após 1 ano de uso de levotiroxina, a paciente evoluiu com normalização dos hormônios tireoidianos (TSH: 2,10 uUI/mL e T4L: 1,07 ng/dL) e foi suspenso o seu uso. Seis meses após a suspensão do hormônio tireoideano, realizou cintilografia de tireóide que evidenciou bócio difuso e glândula hipercaptante (captação de 4,5%) e novas dosagens hormonais dessa época também foram normais (TSH: 1,37 uUI/mL e T4L: 0,94 ng/dL). DISCUSSÃO: Existem poucos casos descritos na literatura de cintilografia e captação de tireóide em pacientes em uso crônico de lítio. Nos casos que evoluem com hipotireoidismo, descreve-se tireóide hipocaptante, como sendo secundária à tireoidite ocasionada pelo lítio. As possíveis hipóteses para a hipercaptação observada nesta paciente poderiam ser tireoidite em fase de resolução, como a observada na tireoidite subaguda, e defeito de síntese parcial.
Resumo 52
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaAVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO TRATAMENTO ADJUVANTE COM CARBONATO DE LÍTIO NA RADIOIODOTERAPIA DO CARCINOMA DIFERENCIADO DE TIREÓIDE
Priscilla T. Aguiar, Bárbara J. Amorim, Érika F. Gaeti, Raul M. Filho, Mariana C.L. Lima, Allan O. Santos, Elba C.S.C. Etchebehere, Thais G. Melo, Lígia V.M. Assumpção, Celso D. Ramos.
Serviço de Medicina Nuclear do Departamento de Radiologia e Disciplina de Endocrinologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, Brasil.
INTRODUÇÃO: A radioiodoterapia (RIT) para tratamento do carcinoma diferenciado da tireóide tem sido usada mesmo em alguns casos de pacientes com pesquisa de corpo inteiro com iodeto-131I (PCI) diagnóstica negativa. Alguns trabalhos sugerem o uso do lítio como adjuvante nesses casos, com possível melhora do resultado do tratamento. OBJETIVO: Avaliar a eficácia do carbonato de lítio no sucesso da radioiodoterapia em pacientes com diagnóstico de carcinoma diferenciado da tireóide e PCI pré-dose negativa. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram comparados dois grupos de pacientes com diagnóstico de carcinoma diferenciado da tireóide, PCI negativa e dosagens séricas de tireoglobulina (Tg) elevadas. Grupo 1: 12 pacientes que receberam carbonato de lítio durante a radioiodoterapia, sendo 11 femininos e 1 masculino, com idades entre 27 a 70 anos (média de 43,6 anos). Grupo 2 (controle): 8 pacientes que não receberam o carbonato de lítio, sendo 7 femininos e 1 masculino, com idade entre 29 e 55 anos (média de 44,6 anos). As PCI pós-doses de ambos os grupos foram visualmente analisadas quanto ao aparecimento de áreas de hipercaptação de iodeto-131I após as doses terapêuticas. Todos os pacientes foram acompanhados com dosagens séricas de Tg e os 2 grupos foram comparados quanto à redução das dosagens desse marcador tumoral. RESULTADOS: Após as doses terapêuticas, 9/12 dos pacientes (75%) do grupo 1 apresentaram algum grau de captação de iodeto-131I na PCI pós-dose. Nesse grupo, 5/11 pacientes (45%) apresentaram redução significativa dos valores de Tg. Um paciente foi excluído dessa análise pois perdeu seguimento e não possuía Tg após a RIT. Já no grupo 2, 7/8 pacientes (88%) evoluíram com áreas de captação de iodeto-131I na PCI pós-dose. Nesse grupo, 4/6 pacientes (67%) apresentaram redução significativa das dosagens séricas de Tg. Dois pacientes desse grupo foram excluídos dessa análise pois apresentavam anticorpo anti-tireoglobulina positivo. CONCLUSÃO: Nesta pequena casuística, não se evidenciou vantagens no uso do carbonato de lítio associado à radioiodoterapia para tratamento do carcinoma diferenciado da tireóide em pacientes com PCI pré-dose negativa. Em relação ao grupo controle, não se evidenciou aumento no número de áreas hipercaptantes na PCI pós-dose. Também não houve maior redução dos níveis séricos de Tg na evolução dos pacientes que fizeram uso do carbonato de lítio.
Resumo 63
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaConcentração do Iodo Radioativo pelo Timo no Carcinoma de Tireóide: Relato de 5 Casos
Maria Eduarda Mello; Rodrigo de Carvalho Flamini; Rossana Corbo; Jane Benatti Antonucci; Marcelo Mamede
Instituto Nacional de Câncer
Introdução O iodo radioativo tem sido utilizado com grande valia como método diagnóstico e terapêutico em pacientes com carcinoma diferenciado de tireóide. A pesquisa de corpo inteiro (PCI) com Iodo-123 ou Iodo-131 é o padrão ouro de imagem para detecção de remanescentes tireoideanos e metástases e, portanto, é comumente utilizada tanto na avaliação pós-cirúrgica pré-radioiodoterapia quanto após o tratamento. PCIs falso-positivas ocorrem principalmente por má interpretação da distribuição fisiológica do radioiodo. Além disso, existem inúmeras condições patológicas não tireoideanas que podem captar iodo, eventualmente sendo confundidas com sítios metastáticos de carcinoma tireoideano. Captação pelo timo é causa incomum de resultado falso-positivo, mimetizando metástases ganglionares mediastinais ou pulmonares e, dessa forma, podendo levar a tratamentos desnecessários. Metodologia O presente trabalho descreve uma série de cinco casos de pacientes que, durante o seguimento, apresentaram PCI positiva em mediastino. Resultados Dois pacientes submetidos à ressecção de massa mediastinal obtiveram comprovação histológica de tecido tímico com ausência de células neoplásicas. Embora sem comprovação histológica, os demais pacientes apresentaram Tomografia Computadorizada (TC) de tórax sugestiva de remanescente tímico. Dos cinco casos relatados no presente trabalho, excluindo-se o paciente que possui anticorpos anti-tireoglobulina positivos, quatro apresentam níveis séricos de tireoglobulina (Tg) elevados sem evidências clínicas, radiológicas ou cintilográficas de doença metastática, a despeito do tratamento empregado. Um dos pacientes submetidos à timectomia foi reavaliado após cirurgia e apresentou diminuição importante no valor da Tg sérica, sem que houvesse realizado algum outro tratamento neste intervalo. Discussão O mecanismo de captação do radioiodo pelo timo ainda não é totalmente compreendido. Entretanto, recentemente foi demonstrada a presença do human Na+/I- symporter (hNIS) em tecidos extra-tireoideanos, inclusive o timo, porém, com capacidade de transporte e concentração diminuídas em relação à da glândula tireóide, sugerindo, portanto, que esse seja o mecanismo responsável por essa captação. Os achados do presente estudo aventam a possibilidade de o tecido tímico positivo às PCIs ser uma fonte benigna de produção de Tg. Para corroborar esta hipótese, já foi demonstrada a expressão de Tg em timo de ratos e camundogos, além de células epiteliais medulares de tecido tímico humano. No presente estudo, os dois timos ressecados cirurgicamente não foram avaliados imunohistoquimicamente para a presença de expressão de Tg, portanto, estudos randomizados são necessários para avaliar se a produção de Tg pelo timo é realmente efetiva e se a mesma pode ser estimulada pelo hormônio tireo-estimulante (TSH).
Resumo 72
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaTumor marrom em paciente com hiperparatireoidismo secundário –Relato de caso
Bruno Rebelo Lages da Silveira, Darline Carvalho da Silva, Edjane Santos de Queiroz, Everardo Leal Abreu, Benedita do Vale Reis Neta, Marília Macedo Rebouças, Lúcio André Noleto Magalhães,Benedita Andrade Leal de Abreu
Faculdade de Medicina da Universidade Estadual do Piauí (FACIME)
INTRODUÇÃO O tumor marrom é decorrente do hiperparatireoidismo primário ou secundário. O hiperparatireoidismo primário é mais comum que o hiperparatireoidismo secundário (HPT2), com incidência em torno de 25-28 casos/100.000 habitantes anualmente. O HPT2 é observado em pacientes com doença renal ou diálise em longo prazo, com a incidência de 1,5% a 1,7%.¹¹ O hiperparatireoidismo secundário (HPT2) caracteriza-se por hiperplasia das glândulas paratireóides, produzindo uma secreção contínua de PTH, o que leva a hipercalcemia.² A causa mais importante do HPT2 é a insuficiência renal crônica (IRC).² O tumor marrom acomete principalmente mandíbulas, mãos, pés e ossos da face. A lesão mandibular pode causar distúrbio mecânico, dificuldade na deglutição, respiração nasal, além da deformidade facial.³ O objetivo deste artigo é relatar um caso de tumor marrom com acometimento ósseo predominante em mandíbula mas com comprometimentos ósseos múltiplos, em paciente com HPT2. RELATO DE CASO No caso relatado a paciente feminina de 19 anos, solteira e procedente de Timon, Maranhão, relatou ser portadora de IRC em hemodiálise três vezes na semana,há oito anos. A paciente apresentava manifestações clínicas sugestivas de HPT2 com deformidade mandibular. Os exames laboratoriais mostraram cálcio de 9,0 mg/dL, fosfato reduzido (3,5 mg/dl), PTH de 1088 pg/mL e hiperpotassemia (5,9mmol/L).As imagens cintilográficas de paratireóide foram realizadas em tomadas precoces e tardias com MIBI-Tc99m. As imagens mostraram ausência de concentração anormal do radiotraçador na projeção do sítio das paratireóides e áreas com hipercaptação focal do radiofármaco predominantemente na projeção da margem inferior mandíbular. As imagens de cintilografia óssea com metilenodifosfonato Tc99m revelaram áreas de hiperconcentração anormal de articulação têmporo-mandibular direita, mandíbula e arcos costais, compatível com doença óssea poliostótica. A paciente submeteu-se à biópsia de tumor mandibular, e o histológico foi compatível com tumor marrom associado ao hiperparatireoidismo. A paciente realizou cirurgia de ressecção de paratireóide, a qual não foi suficiente para a reversão do quadro clínico. CONSIDERAÇÕES FINAIS A maioria dos pacientes HPT2 apresenta alterações de glândulas paratireóides no estágio tardio do desenvolvimento da doença renal. Esta complicação incomum do HPT2 acomete mais jovens do sexo feminino, com o aumento da longevidade de hemodiálise, compatível com o caso acima. O Hiperparatireoidismo crônico afeta diretamente o osso, reforçando o remodelamento pelo aumento da reabsorção óssea, o comprometimento geralmente é único, sendo a mandíbula um dos sítios mais freqüentemente afetado. A cintilografia óssea contribuiu, evidenciando os múltiplos sítios com atividade óssea elevada que é um achado raro no hiperparatireoidismo. A paciente relatada, segue com quadro de HPT2 resistente e associado à doença poliostótica, tendo sido submetida a sucessivas cirurgias de ressecção de paratireóide, já que os exames de imagem, como a cintilografia, a tomografia computadorizada e a ultrassonagrafia não contribuíram para a localização exata das paratireóides.
Resumo 76
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaEstimativa de dose absorvida de radiação em medula óssea durante a radioiodoterapia da doença de Graves
J. Willegaignon, Coutinho AMN, Pitella FA, Reis HR, Sapienza MT, Buchpiguel CA
Serviço de Medicina Nuclear do Instituto de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
INTRODUÇÃO: O tratamento clínico com radioiodo (131I) para hipertireoidismo cerca-se ainda de muitas controvérsias, existindo vários métodos para o cálculo da dose ideal para a tireóide e dúvidas acerca de qual a atividade administrada considerada segura para evitar efeitos colaterais a outros órgãos, como, por exemplo, depressão em medula óssea. A própria existência de risco aumentado para neoplasias primárias, como leucemia após tratamento com atividades elevadas de radioiodo, vem sendo contestada por estudos de coorte e o nível seguro de dose de radiação absorvida pela medula constantemente revisado. OBJETIVO: Estimar a dose absorvida pela medula óssea de pacientes tratados clinicamente com 131I para hipertireoidismo em nosso serviço de medicina nuclear. METODOLOGIA: Foram incluídos retrospectivamente no estudo 196 pacientes, 142 mulheres e 54 homens com idade média de 46 ± 13 anos, atendidos entre 2001 e 2006. As atividades de 131I administradas variaram entre 10 e 30 mCi (370 e 1.110 MBq), de acordo com a necessidade terapêutica. Previamente à administração da atividade terapêutica, o índice relativo de captação tireoidiana foi levantado em 6 e 24 h após a administração de atividades traçadoras. A razão entre os índices de captação de 24 e 6 h permitiu classificar os pacientes de acordo com o clareamento rápido ou lento de iodo na tireóide para posterior aplicação de constantes específicas de dose absorvida em medula óssea por unidade de atividade administrada (mGy/MBq) existentes na literatura. RESULTADOS: O índice relativo médio de captação em 6 e 24 h foi de 59 ± 23 % e 67 ± 18 % respectivamente, e a média das atividades administradas foi de 22 ± 6 mCi (814 ± 222 MBq). A estimativa de dose absorvida em medula óssea indicou um valor médio de 115 ± 38 mGy, com valores de 109 ± 36 mGy para o sexo feminino e 129 ± 38 mGy para o sexo masculino. DISCUSSÃO: As doses absorvidas indicadas neste estudo mostraram-se inferiores ao nível considerado de risco para supressão medular (2.000 – 3.000 mGy), mesmo para aqueles pacientes tratados com atividades de 30 mCi (1.110 MBq). Ao contrário de relatos da literatura, onde existe a indicação de valores de até 1.500 mGy, nenhum dos pacientes no presente estudo recebeu doses absorvidas em medula óssea superiores a 180 mGy. CONCLUSÃO: Em nosso serviço de medicina nuclear, as doses de radiação liberadas para a medula óssea de pacientes atendidos para o tratamento do hipertireoidismo com atividades de 131I encontram-se dentro dos limites considerados seguros para evitar qualquer dano em medula óssea de acordo com a metodologia adotada neste estudo.
Resumo 80
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaHIPERPARATIREOIDISMO E OCLUSÃO VASCULAR DE PERNA (ANALISADO POR CINTILOGRAFIA ÓSSEA)
Coelho I.D. ; Morais M.A. ; Ribeiro F.M. ; Barral C.M. ; Matsushita C.S. ; Carvalho L.A. ; Barroso A.A
Nuclear medcenter
INTRODUÇÃO: O Hiperparatireoidismo é causado pela hipersecreção de PTH, incide entre 25 a 50/100.000 pacientes, sendo duas vezes mais incidente no sexo feminino, com aumento de incidência após 40 anos de idade. Os sintomas são inespecíficos e geralmente associados a hipercalecemia, incluindo, raramente, a formação de trombos. RELATO DE CASO: Paciente do sexo masculino, 52 anos, com diagnóstico de hiperparatireoidismo primário, evoluindo com distúrbio hidroeletrolítico, não responsivo a medicamentos orais, sendo internado na unidade de terapia intensiva. Queixava-se de crises álgicas graves, sem melhora com analgésicos. Realizou cintilografia óssea com 99mTc – MDP, para avaliação da estrutura óssea funcional. A distribuição do traçador pelo esqueleto foi acentuadamente heterogênea e irregular difusamente, com hipercaptações em campos pulmonares , sendo que toda a extensão perna direita não foi visualizada no estudo cintilográfico. O paciente apresentava os membros inferiores presentes porém, com ausência de pulso em perna direita.Feito eco-doppler arterial dos membros inferiores que constatou oclusão arterial total da vascularização da perna direita. CONCLUSÃO: A cintilografia óssea foi útil no diagnóstico de déficit funcional metabólico da perna esquerda com ausência total de fluxo sanguíneo, sendo indicada imediata revascularização do membro afetado. Entretanto, devido a grande instabilidade hemodinâmica, a cirurgia foi adiada ocasionando posterior amputação da perna esquerda.
Resumo 107
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaRelato de Caso de Carcinoma diferenciado de Tiróide, no qual pesquisa de corpo inteiro com Iodo 131 pré-dose ablativa teve importância na decisão terapêutica.
Matos, H.T.M.; Araujo, R.R.; Padovani, R.P.; Hilário, L.N.; Marone, M.M.S.
Nuclimagem - Serviço de Medicina Nuclear da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Os benefícios da pesquisa de corpo inteiro pré-dose ablativa de Iodo 131 e pós-tireoidectomia total (PCI pré-dose) tem sido questionados, não havendo consenso em relação ao seu uso rotineiro na prática clínica. O fato de não resultar em mudanças na maioria dos pacientes, a possibilidade de produzir efeito “stunning” e a tentativa de reduzir custos são argumentos contrários à sua realização. O objetivo do trabalho é enfatizar a relevância deste exame na indicação de nova cirurgia ou no cálculo adequado da dose terapêutica pois é capaz de detectar metástases ainda não diagnosticadas e portanto interferir no cálculo da dose terapêutica a ser administrada alterando assim a conduta em casos selecionados. Relataremos um caso do nosso serviço no qual a PCI pré-dose se mostrou importante no cálculo da dose terapêutica e no prognóstico do paciente. B.N, sexo masculino, 15 anos de idade, submetido a tireoidectomia total com esvaziamento cervical bilateral em 2000 por carcinoma papilífero de tireóide, 0,7 cm de diâmetro, variante folicular, multicêntrico, com invasão de cápsula tireoidiana e comprometimento ganglionar. Foi encaminhado para dose em 2005. Na PCI pré-dose apresentou captação na região cervical (1,5%), mediastino e campos pulmonares. O nível de tireoglobulina de 49,2 ng/ml, anticorpo anti tireoglobulina negativo e TSH superior a 100 uU/ml. Com esses resultados, optou-se por dose terapêutica com atividade de 300 mCi. A PCI feita cinco dias após a dose ablativa confirmou as captações já observadas. Em 2007 o paciente retornou ao nosso serviço para controle. Após preparos a PCI mostrou discreta captação na região cervical anterior com Tg de 2,5 ng/ml, anticorpo anti tireoglobulina negativo e TSH superior a 100 uU/ml. A tomografia de tórax realizada nesta ocasião não mostrou sinais sugestivos de metástases pulmonares.
Resumo 137
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaAvaliação de metástases de insulinoma maligno por meio da pesquisa de corpo inteiro com DMSA(V)-99mTc e cintilografia óssea com MDP-99mTc.
MARINHO, C.M1; KOGA, K.H.1; DENARDI, R.C.1; SANTOS, T.A.R.R.1; NUNES, V.S.2; GRIVA, B.L.1
1Disciplina de Medicina Nuclear do Departamento de Doenças Tropicais e Diagnóstico por Imagem, 2Departamento de Clínica Médica, Faculdade de Medicina de Botucatu/UNESP – Universidade Estadual Paulista.
INTRODUÇÃO: Insulinoma é o tumor mais freqüente das células beta das ilhotas pancreáticas, caracterizado pela produção excessiva de insulina e consequente hipoglicemia, acarretando sintomas neurovegetativos e neuroglicopênicos. Sua freqüência é rara, com incidência de 1:1.000.000, sendo a maioria benignos e solitários. Comportamento maligno é observado somente em 5-10% destes tumores, com invasão local e/ou metástases à distância. Insulinomas malignos geralmente não são funcionantes e a presença de hiperinsulinismo está geralmente associada com lesões benignas. Existem poucos relatos de tumores hiperfuncionantes malignos das células beta pancreáticas. Nos carcinomas de células beta, as metástases, em geral, ocorrem inicialmente em linfonodos regionais e/ou fígado e, de modo menos freqüente, em pulmões, ossos e peritôneo. Metástases hepáticas são a principal causa de hipoglicemia persistente no pós-operatório. RELATO DE CASO: Paciente masculino, 55 anos, procedente de Barra Bonita, com história de episódios de hipoglicemia, emagrecimento e inapetência há um ano. Foi encaminhado com ultrassonografia e tomografia computadorizada (TC) de abdome, que evidenciaram imagens hepáticas nodulares. Exames laboratoriais revelaram insulina basal=222 mUI/ml (normal: 6-27mUI/ml) e relação insulina/glicemia=0,40. A TC de abdome realizada no Hospital das Clínicas de Botucatu mostrou neoplasia pancreática e várias imagens nodulares hepáticas. A ressonância nuclear magnética de encéfalo foi compatível com microadenoma hipofisário, considerando-o portador de neoplasia endócrina múltipla tipo I. Foi submetido à pancreatectomia subtotal, à esplenectomia e à quimioembolização das lesões hepáticas. No entanto, mantiveram-se os episódios de hipoglicemia. Foi investigado com exames cintilográficos, sendo que a pesquisa de corpo inteiro (PCI) com DMSA(V)- 99mTc mostrou três áreas de hiperconcentração radioativa, sugestivas de metástases hepáticas, além de provável implante peritoneal localizado em hemiabdome esquerdo. A cintilografia óssea evidenciou áreas de atividade osteoblástica aumentada em 7º e 9º arcos costais posteriores à direita e áreas de concentração de MDP-99m Tc em projeção de fígado, sendo estas últimas coincidentes com as áreas visualizadas à PCI com DMSA(V)-99mTc. Foi realizada TC de tórax que mostrou fratura em 7º e 9º arcos costais posteriores à direita , em áreas correspondentes às alterações da cintilografia óssea. CONCLUSÃO: A pesquisa de corpo inteiro com DMSA(V)-99mTc demonstrou alta sensibilidade e especificidade na avaliação de lesões metastáticas de insulinoma maligno, no presente caso.
Resumo 167
Apresentação: Painel
Área: EndocrinologiaIMPORTÂNCIA DA PESQUISA DE CORPO INTEINO NO CARCINOMA METASTÁTICO DA TIREÓIDE - RELATO DE CASO
ATTAB, CS; ROCHA, ET; SIMÕES, MIP; SANTOS, MJ
Fundação Pio XII - Hospital de Cancer de Barretos
INTRODUCÃO : Câncer de tireóide é a neoplasia endócrina mais comum (1 a 2% destas neoplasias) e representa 5 a 6% de todos as malignidades da cabeça e pescoço. Dentre os tumores diferenciados da tireóide, o carcinoma papilífero ou folicular, é a neoplasia maligna mais freqüente dessa glândula. Estima-se que, o subtipo papilífero compreende 80% de todos os tumores da tireóide. A média de idade de sua apresentação ocorre na terceira década de vida. As metástases linfonodais ocorrem em 30 a 40%, enquanto as metástases a distância ocorre em apenas 2 a 14%. OBJETIVO: Relatar um caso de carcinoma folicular de tireóide com apresentação inicial atípica em um paciente do sexo masculino, comparando as imagens de Pesquisa de Corpo Inteiro(PCI) utilizando os radiofármacos sestamibi marcado com Tecnécio 99m e o Iodo (I-131). RELATO DE CASO: Paciente do sexo masculino, 40 anos de idade, foi admitido para avaliação, apresentando ao exame físico, dor e nódulo sólido na região esternal e tireoideana à direita. Realizado tomografia computadorizada do tórax que evidenciou lesão osteolítica no corpo do esterno, cuja punção sugeriu sítio primário glândula tireóide. A ultrassonografia desta glândula demonstrou nódulo heterogêneo em terço inferior do lobo direito confirmado como sendo nódulo frio pela cintilografia com pertecnetato. A punção com agulha fina confirmou tratar-se de lesão folicular. Paciente submetido à tireoidectomia total cujo anatomopatológico foi de carcinoma folicular infiltrando cápsula e presença de invasão angiolinfática. A proposta de terapia complementar foi com radioiodo-131. A PCI com sestamibi-TC99m revelou múltiplas áreas de captação anômala do radiofármaco disseminadas em diferentes regiões. Após dose terapêutica de 400mCi de I-131, nova PCI foi obtida revelando coincidência das áreas captantes com a utilização dos diferentes radiofármacos, além de boa extração da dose terapêutica admnistrada. DISCUSSÃO: Considerando tratar-se de paciente de alto risco com necessidade precoce de terapia complementar com radioiodo, a opção pré-dose com a varredura utilizando o sestamibi mostrou-se eficaz em detectar as lesões e quantificar a dose adequada sem provocar o efeito “stuned” no tecido tireoideano.
Resumo 4
Apresentação: Painel
Área: GastroenterologiaComparação entre os métodos de correlação cruzada, covariância cruzada, espectro cruzado e análise visual, na avaliação da propagação das ondas propulsoras do antro gástrico.
Kubo, T.T.A.; Murta, Jr. L.O.;Moraes, E. R.; Miziara, G. P. ;Troncon, L.E.A.
Universidade de São Paulo - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
Introdução: Embora o estudo da motilidade e do esvaziamento gástrico possa ser feito com métodos não invasivos [1], a avaliação da motilidade duodenal somente tem sido feita por método invasivo [2], como a eletromanometria. Em trabalho anterior [3], descrevemos a viabilidade do uso de um novo método cintilográfico não invasivo para o estudo da contratilidade do duodeno humano. A alteração da propagação das ondas propulsoras do antro gástrico é observada em diferentes distúrbios da motilidade gástrica e sua avaliação tem sido mensurada por vários métodos em diferentes modalidades diagnósticas [4]. O estudo atual teve como objetivo a comparação entre quatro métodos de processamento de sinais para a avaliação da velocidade de propagação dessas ondas em exame cintilográfico. Método: Foi administrada uma refeição líquida padronizada, marcada com 99mTecnécio ligado a fitato a 10 voluntários normais em jejum. Após a ingestão (15, 30, 60 e 90 min), foram tomadas imagens dinâmicas (uma/s), por 240 s, em gama câmara Sopha Vision DST (Sopha Medical Vision America, Twinsburg, Ohio, USA), seguindo protocolo padronizado para a motilidade do antro gástrico [1]. Em regiões de interesse (ROI’s) delineadas sobre o antro gástrico (proximal, médio e distal), foram definidas curvas, as quais foram analisadas usando recursos do programa MatLab 7.4 (MathWorks Inc., Natick, Massachusetts, USA), sendo obtidos dados sobre a freqüência dominante (maior densidade de potência espectral) após a filtragem do sinal, amplitude, expressa pela fração de ejeção [5] e velocidade de propagação. Os métodos utilizados para avaliação da velocidade foram o manual(avaliação visual), a correlação cruzada, a covariância cruzada e espectro cruzado da covariância. Resultados: Resultados preliminares indicam que o espectro cruzado da covariância retorna uma maior quantidade de informação sobre o acoplamento do sinal para a velocidade de propagação das ondas propulsoras do antro gástrico. O espectro do acoplamento do sinal, sugere que além da propagação ocorrer da porção proximal para a distal, há uma retropopagação dessas ondas em alguns instantes para os voluntários. Discussão e Conclusões: O método do espectro cruzado da covariância parece ser o mais viável para a avaliação da propagação das ondas propulsoras do antro gástrico em exames cintilográficos. Agradecimentos: ao CNPq pela bolsa. Referências: [1] Urbain JL et al, J Nucl Med 1993;34: 576-81. [2] Read NW et al, Gastroenterology 1984; 86:721–7. [3] Kubo T et al, Gastroenterology 2007, 132 (4-Suppl. 2): A580-A580. [4] Chen, JZD et al, Am J Physiol Gastrointest Liver Physiol 277:424-430, 1999. [5] Knight et al, Am J Gastroenterol 1997; 92: 968-75.
Resumo 5
Apresentação: Painel
Área: GastroenterologiaRELAÇÕES ENTRE FREQÜÊNCIA E AMPLITUDE DAS CONTRAÇÕES DUODENAIS E ESVAZIAMENTO GÁSTRICO. ESTUDO POR MÉTODO CINTILOGRÁFICO NÃO - INVASIVO.
Kubo, T.T.A; Murta, Jr. L.O.;Moraes, E.R.; Secaf, M.;Troncon, L.E.A.
Universidade de São Paulo - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
Introdução: Embora o estudo da motilidade e do esvaziamento gástrico possa ser feito com métodos não invasivos [1], a avaliação da motilidade duodenal somente tem sido feita por método invasivo [2], como a eletromanometria. Em trabalho anterior [3], descrevemos a viabilidade do uso de um novo método cintilográfico não invasivo para o estudo da contratilidade do duodeno humano. O estudo atual teve como objetivo o emprego deste novo método para a análise de correlação do esvaziamento gástrico (EG) com as variáveis de freqüência e amplitude das contrações duodenais. Método: Foi administrada uma refeição líquida padronizada, marcada com 99mTecnécio ligado a fitato a 8 voluntários normais em jejum. Após a ingestão (5, 15, 30, 60 e 90 min), foram tomadas imagens dinâmicas (uma/s), por 256 s, em gama câmara Sopha Vision DST (Sopha Medical Vision America, Twinsburg, Ohio, USA), seguindo protocolo padronizado para a motilidade do antro gástrico [1]. Em regiões de interesse (ROI’s) delineadas sobre o arco duodenal (proximal, média e distal), foram definidas curvas as quais foram analisadas usando recursos do programa MatLab 7.0.4 (MathWorks Inc., Natick, Massachusetts, USA), sendo obtidos dados sobre a freqüência dominante (maior densidade de potência espectral) após a filtragem do sinal e amplitude, expressa pela fração de ejeção [4], que foram correlacionados com o EG ao longo do tempo e nas várias regiões do arco duodenal. A posição adotada foi a oblíqua anterior-direita, onde melhor se visualiza o arco duodenal, para a definição de ROI’s. Resultados: Não havendo diferenças expressivas entre os três segmentos do duodeno quanto à freqüência e a amplitude das contrações, adotaram-se valores médios para cálculo das correlações com o EG. Não houve qualquer correlação entre freqüência das contrações duodenais e EG. Observaram-se correlações significativas entre amplitude das contrações duodenais e EG, sendo positiva aos 30 min (R=0,74; p=0,03) e negativa aos 60 min (R=-0,90; P=0,01). Discussão e Conclusões: O método proposto parece ser viável para estudos fisiológicos e os resultados sugerem que as contrações duodenais podem participar do controle do esvaziamento gástrico. Agradecimentos: ao CNPq pela bolsa. Referências: [1] Urbain JL et al. J Nucl Med 1993;34: 576-81. [2] Read NW et al.Gastroenterology 1984; 86:721–7. [3] Kubo T et al, Gastroenterology 2007, 132 (4-Suppl. 2): A580-A580. [4] Knight et al.Am J Gastroenterol 1997; 92: 968-75.
Resumo 31
Apresentação: Painel
Área: GastroenterologiaSCINTIGRAPHIC ANALYSES OF SALIVA AND LARYNGEAL VESTIBULE RELATION.
Carmelindo Maliska*; Milton M.B.Costa**
*Serviços de Medicina Nuclear - Hosp. Central do Exército e Hosp. Clementino Fraga Filho - UFRJ .** Laboratório de Motilidade Digestiva do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Rio de Janeiro, RJ.
ABSTRACT: The drying of the vocalization tract producing by oral breathing or long time speech, can produce difficult of phonemes articulation. This fact can be solved very quickly by water drink . The laryngeal penetration by any fluid is considered as a pathologic event. Nevertheless, we believed that there were the possibility that saliva could be tolerate by the mucosal surface of laryngeal vestibule producing a fine lubricating layer without to start the protective reflex . To confirm this hypothesis throughout scintigraphic analyses using gamma-camera and Tc99m-DTPA as radiotracer we asked to seven both sexes health volunteers aged between 25 and 63 years old that chewing apple piece after to spray 1mCi of radiotracer into the oral cavity. The volunteers were oriented do not swallow until this act to be imperative. During images sequence acquisition we could observe the fluid escape from oral cavity to pharyngeal and laryngeal vestibule area without any manifestation of discomfort in all tested individuals. The sequence of images shows in the projection of laryngeal vestibule a evident tail of a little quantity of radiotracer present in all the seven volunteers. The results also highlight the high sensibility of the scintigraphic method to analyze the saliva physiological transit. On the other hand the results either point to the risk to understand a physiologic event as a pathologic one.
Resumo 33
Apresentação: Painel
Área: GastroenterologiaAvaliação cintilográfica em paciente portador de Doença de Crohn com hemorragia digestiva baixa
Rafael Menezes Tavares; Livia Maria Muniz Assis dos Santos; Isabella Campagnuci Knust; Renata Grassini de Cerqueira; Sergio Roberto Fernandes; Everton Gonçalves Pinto
Hospital Naval Marcilio Dias
As técnicas radionuclídicas consistem num método seguro, não invasivo e de grande eficácia de detecção de hemorragia digestiva ativa, e até mesmo na hemorragia intermitente e de pequena monta. O caso apresentado refere-se a um paciente de 7 anos de idade, portador de Doença de Crohn, apresentando sangramento digestivo baixo, cuja investigação pela cintilografia com hemácias marcadas foi fundamental para a conduta terapêutica. RELATO DO CASO: JVG, 7anos, natural do Rio de Janeiro (Duque de Caxias), portador de doença de Crohn com início precoce aos 2 meses, em uso de sulfassalazina e azitioprina desde o 1º ano de vida. Foi submetido a colectomia total em 28/01/2001 por sangramento intestinal incontrolável. Procurou atendimento hospitalar apresentando hemorragia digestiva baixa importante com queda significativa do hematócrito e desnutrição. Realizada Endoscopia digestiva alta, com o resultado normal e, também, colonoscopia, que visualizou presença de sangramento sem evidência de seu sítio. A cintilografia foi realizada com o paciente em jejum prévio de 8 horas e técnica de marcação de hemácias “in vitro”, com reinjeção de solução sanguínea do paciente marcado com 10mCi (370MBq) de TC 99m. A cintilografia com hemácias marcadas apresentou fixação anômala do radiotraçador na topografia do ângulo hepático aos 15 minutos de exame. Após a identificação do sangramento, foi realizada laparotomia com ressecção de 4,5 cm de intestino, que após avaliação anátomo patológica teve o diagnóstico de divertículo de Meckel. O paciente estudado, por se tratar de um colectomizado e portador de doença inflamatória intestinal (Crohn) a localização exata do sítio de sangramento ficou pejudicada. Entretanto a cintilografia além de indentificar o sítio de sangramento, também mudou sua conduta, sendo o paciente abordado cirurgicamente, com o diagnóstico e tratamento de divertículo de Meckel.
Resumo 81
Apresentação: Painel
Área: GastroenterologiaHepatic Hydrothorax: patient with pleural effusion to the right presenting tracer migration to the contralateral thorax projection on early scintigraphic images.
Ichiki WA, Ribeiro VPB, Gusman L, Coura Filho GB, Sapienza MT, Ono CR, Watanabe T, Costa PLA, Hironaka F, Cerri GG, Buchpiguel CA.
Hospital das Clínicas - FMUSP
Introduction: Hepatic hydrothorax is a significant pleural effusion, greater than 500 mL, that appears as a clinical manifestation of portal hypertension in patients with advanced cirrhosis, in the absence of cardiopulmonary disease. Its mechanisms may be explained by migration of ascitic fluid through diaphragm defects. Radioisotope scintigraphy may contribute for the diagnostic of hepatic hydrothorax. Case report: Female, 79 years old, with a history of hepatic cirrhosis due to hepatitis B virus, without primary pulmonary or heart disease. She presented worsening of clinical ascitis and dyspnea, and it was diagnosed an extensive right pleural effusion. She underwent a thoracocentesis with a drainage of 2000 mL of light yellow-citrine fluid with transudate features. The pleural effusion quickly relapsed, leading the hypothesis of a hepatic hydrothorax. A scintigraphy was requested to assess peritoneo-pleural shunt. A dose of 370 MBq (10 mCi) of 99mTc sulfur colloid was instilled intraperitoneally. Static images involving the thorax and upper abdomen were acquired at 10, 20, 30 and 40 minutes and 4 hours after injection. At 10 minutes the radiotracer was seen on the left side of the thoracic region. The scintigraphy was repeated three days later, just after new thoracocentesis, due to the tracer progression to the left side of the thorax differed to the location of pleural effusion. Likewise, until 4 hours of the second study, the radiotracer was seen again on the left side of the thorax. However, a delayed image of 24 showed accumulation of the radiotracer in the right pleural cavity, confirming peritoneo-pleural shunt as cause of pleural effusion in this patient. Discussion: Hydrothorax is an uncommon complication in patients with decompensated hepatic cirrhosis. Its mechanisms are still not well elucidated, however, it is known that presence of defects in the diaphragm associated with the imbalance of ascitic fluid volume and the pleural absorptive capacity are important factors to hepatic hydrothorax pathophysiology. Only the presence of pleural diaphragm fenestrations or imperfections may not be enough to explain the effusion, if the pleural absorptive capacity works to balance the fluid volume in the pleural space. Radiotracer migration to the contralateral thorax projection to the pleural effusion could be clarified in delayed complementary images, as in this case. Conclusion: The assessment of peritoneo-pleural shunt with radioisotopes is a useful methodology to confirm communication between peritoneum and pleura. The delayed complementary image after 24 hours of injection was important to the correct characterization of pleural effusion origin.
Resumo 111
Apresentação: Painel
Área: GastroenterologiaExtensive Hemangiomatosis diagnosed by scintigraphy with 99mTc-labeled red blood cells in a patient with lower gastrointestinal bleeding.
Souza DSF, Ichiki WA, Borges AC, Coura Filho GB, Vecchia JF, Sapienza MT, Ono CR, Watanabe T, Costa PLA, Hironaka F, Cerri GG, Buchpiguel CA
Serviço de Medicina Nuclear do Instituto de Radiologia - FMUSP
Introduction: The gastrointestinal bleeding may be caused by vascular tumors and other lesions like inflammatory disorders, intestinal obstruction or vascular malformation. The Klippel-Trenaunay syndrome and blue rubber bleb nevus syndrome are hemangiomatosis diseases that may involve the gastrointestinal tract and cause recurrent hemorrhage. The signs and symptoms usually appear at childhood. Case report: male patient, 31 years old, presenting three days of gastrointestinal bleeding and an hemorrhage shock (Hb=3,9). Previous reports of small volume bleeding since childhood and schistossomosis. Dilated veins, hemorrhoid and port wine stain lesions were detected at physical examination in perineal region, penis and scrotum. Inferior limbs were symmetric at inspection. The upper endoscopy showed esophageal varices with no signs of active bleeding. The scintigraphy with 99mTc-labeled red blood cells showed active hemorrhage at recto-sigmoid topography during the first hour of study. Extensive and heterogeneous uptake was seen in gluteus, posterior right thigh and scrotum at the second and fifth hours of study. Then the hypothesis of vascular tumor was considered. The magnetic resonance (MR) of pelvis demonstrated extensive hemangiomatosis at the regions described by the scintigraphy. The clinical and imaging findings suggested the diagnosis of Klippel-Trenaunay syndrome. Discussion: The Klippel-Trenaunay syndrome is a rare disease characterized by congenital vascular and lymphatic malformations (port wine stain lesions, congenital varices) and bone growth and soft tissue disorder. Dilated veins may involve abdominal and pelvic structures, with rectal bleeding and haematuria occuring on average of 20%. The clinical investigation must approach the type, the extent and the severity of the malformation, since the morbidity and the mortality depends on the visceral involvement. The Doppler ultrasound, scanometry of lower extremities, MR, angiography and scintigraphy (99mTc-labeled red blood cells and linfoscintigraphy) play an important role at the diagnostic investigation. Conclusion: The 99mTc-labeled red blood cells may be useful to localize the hemorrhage site, to identify the structures affected, to delineate the lesions extent of the Klippel-Trenaunay syndrome and also possibilitates familial screening.
Resumo 113
Apresentação: Painel
Área: GastroenterologiaGIANT HEPATOCELLULAR ADENOMA – CASE REPORT
Pitella FA, Coutinho AMN, Coura Filho GB, Costa PLA, Ono CR, Watanabe T, Sapienza MT, Hironaka F, Cerri GG, Buchpiguel CA
Nuclear Medicine Center,
INTRODUCTION: Hepatocellular adenoma is a benign hepatic tumor idientified mainly in women during fertility age, with estimated incidence of 4/1000 inhabitants. It is usually unique, well circumscribed, with or without a capsule, size varying from 1 to 30 cm, with possible central areas of necrosis and hemorrhage. CASE REPORT: A 37-year-old female patient presenting with no comorbities, use of hormonal birth control pills for 18 years, a condition of reduction in the consistency of feces, increase in number of daily defecations, abdominal cramps, and a stuffed sensation after meals for two years. A palpable abdominal mass extending from the right hypocondriac to the right iliac fossa was noticed four months ago. A computerized tomography (CT) showed an extensive hepatic mass on the right which was considered, within the diagnostic hypotheses, hepatic adenomatosis, without ruling out secondary lesions. A hepatic scintillography with 99mTc-DISIDA showed an extensive exophytic area from segment V to the right iliac fossa with arterialized blood flow and hepatocytic activity, as well as a hepatic nodule in segment VII with hepatocytic activity consistent with the hepatic adenomas hypothesis. The biopsy confirmed the hepatic adenoma diagnosis and the patient was submitted to a partial hepatectomy and cholecystectomy with good clinical evolution. CONCLUSION: Nuclear Medicine may supplement the assessment of hepatic nodules, including giant masses, thus suggesting new hypotheses and direction to therapeutic conduct.
Resumo 139
Apresentação: Painel
Área: GastroenterologiaCentro de Atividade em Imagens Cintilográficas de Enchimento Gástrico
Sullivan, S.; Moraes, E.R. ; Coelho, G., Castro, A.A.; Secaf, M.; O. Troncon, L.E.A.
Departamento de Física e Matemática (DFM/FFCLRP/USP) e Departamento de Clínica Médica (DCM/FMRP/USP) , Ribeirão Preto-SP, Brasil.
A motilidade gástrica ocorre em dois compartimentos do estômago: na partição mais proximal, fundo gástrico, responsável pela acomodação do bolo alimentar; e na partição distal, antro gástrico, onde ocorrem contrações peristálticas, cujas funções são triturar e homogeneizar. Estudos de imagens cintilográficas de esvaziamento gástrico mostram que a localização do Centro de Atividade (CA) serve como parâmetro de distribuição intragástrica [1]. O CA é pouco observador dependente, o que sugere melhor reprodutibilidade e menor influência do operador nos resultados finais com relação ao método convencional. O CA, definido em [1], é o pixel médio ponderado pelo valor de cada pixel, portanto, é equivalente ao centro de massa de um corpo rígido. A localização do CA na imagem recebe um valor entre 0 (zero) a 1 (um) e quanto mais distal sua localização maior o valor. No estudo do CA, no esvaziamento gástrico de um grupo controle sem distúrbios gástricos contra um grupo de pacientes com distúrbios na distribuição alimentar pós-prandial, verificou-se no grupo controle um valor inicial e médio significantemente menor que no grupo de pacientes (p<=0,05). No presente trabalho aplicamos este método em imagens de enchimento gástrico. Após a administração de uma refeição líquida com 74MBq (2mCi) de 99mTc com fitato foram adquiridos 300 pares de imagens anteriores e posteriores de 2 voluntários, um com distribuição alimentar pós-prandial normal, voluntário 1, e outro alterada, voluntário 2. Cada imagem é a contagem acumulada por 2 s, compreendendo 10 minutos de aquisição dinâmica. As imagens coletadas foram exportadas em formato DICOM e, posteriormente processadas e analisadas em programa para análise do CA em imagens gástricas no Matlab-Mathworks. A localização do CA obtida durante e após o enchimento foi 0,12 e 044 para o voluntário 1, sem distúrbios de acomodação e 0,70 e 0,79 para o voluntário 2. A taxa de variação média da posição do CA em relação ao tempo foi 0,013/s e 0,007/s respectivamente para o voluntário 1 e 2. O primeiro valor obtido para a localização do CA foi 0,06 e 0,65, respectivamente, para o voluntário 1 e 2. Embora cada grupo só tenha um voluntário, os resultados estão em concordância com o estudo prévio em imagens de esvaziamento gástrico[1], no qual verificou-se que no grupo controle houve movimentação do CA em sentido distal nas primeiras imagens, sendo que esta movimentação não foi verificada no grupo de pacientes. Pode-se verificar que a localização CA do voluntário 2 sempre se apresentou maior que do que em 1 e, desde sua primeira obtenção apresentou-se uma localização extremamente distal. Agradecimentos: ao PIBIC-CNPq pelo apoio financeiro na forma de bolsa de iniciação científica e à PRP-USP (Projeto PROIP/2006). [1] MORAES, E. R. et al, Assessment of post-prandial distribution of intragastric contents using an automated technique. Physiological Measurement. , v.27, p.769 - 776, 2006
Resumo 95
Apresentação: Painel
Área: InfecçãoProcesso poliarticular inflamatório/infeccioso pela doença Paracoccidioidomicose
Vale GF, Arratia JIC, Menezes EMMB, Almeida AM, Rodrigues DF, Barroso AA
Nucleminas - Juiz de Fora/MG
INTRODUÇÃO: A paracoccidioidomicose é uma doença granulomatosa sistêmica, de caráter crônico ou subagudo, causada pelo fungo Paracocccidioides brasiliensis, presente nas áreas rurais das Américas do Sul e Central. A doença ataca mais frequentemente os pulmões, mucosas de orofaringe e trato respiratório alto. Havendo disseminação do fungo por vias linfática e hematogênica. Inúmeros outros órgãos podem ser acometidos, incluindo adrenais, alças intestinais, sistema osteo-articular e sistema nervoso central. Mais raramente podemos ver envolvimento de sistema gênito-urinário, endotélio de grandes vasos, tireóide e globo ocular. RELATO DE CASO: Mulher, 15 anos, que há um ano iniciou o quadro de fraqueza muscular, posteriormente acompanhada de febre alta e linfonodomegalia cervical, supraclavicular e inguinal bilateral, evoluindo com dificuldade para deambular e alguns episódios de queda. Odinofagia, emagrecimento, hiporexia e disfonia acompanhavam o quadro. Após seis meses do início do mesmo, a paciente foi internada na UTI, por um mês, e apresentava, além das queixas iniciais, artralgia intensa em cintura escapular bilateral, sonolência, tetraparesia e mialgia difusa. A terapêutica inicial foi Anfotericina B. Estudos ultrassonográficos do abdome e pelve mostraram ascite ou processo inflamatório em região pélvica, estando as demais estruturas normais. A biópsia de linfonodo inguinal apresentou linfadenite granulomatosa, sugestiva de Paracoccidioidomicose. As radiografias de tórax, ombros e articulações esterno-claviculares evidenciaram lesões líticas. Submetida à cintilografia trifásica com MDP-Tc-99m evidenciou-se hiperemia e hipercaptação tardia em articulações de ombros (bilateral), esterno-claviculares (mais intenso à direita, ângulo inferior de escápula bilateralmente) e sacro-ilíacas (face lateral de ilíacos e em púbis) o que sugeria fortemente processo poliarticular inflamatório/infeccioso pela doença de base Paracoccidioidomicose. Foi feita revisão bibliográfica do uso da cintilografia óssea no diagnóstico e resposta terapêutica na Paracoccidioidomicose.
Resumo 96
Apresentação: Painel
Área: InfecçãoLeishmaniose Visceral (LV) e Febre de etiologia indeterminada (FEI) – Uso do gálio-67
Vale GF, Menezes EMMB, Arratia JIC, Rodrigues DF, Barroso AA
Nucleminas - Juiz de Fora/MG
INTRODUÇÃO: A Leishmaniose visceral é uma doença infecto-parasitária causada pelo protozoário Leishmania chagasi. É transmitida aos seres humanos através de um vetor flebotomíneo (a Lutzomia longipalpis, principalmente), sendo que o cão doméstico participa do ciclo biológico do patógeno como hospedeiro intermediário. Em certas regiões brasileiras (como nos estados do CE, BA, MA, PI e MG) sua distribuição assume caráter endêmico, e por sua sintomatologia insidiosa a doença se torna sub-diagnosticada. RELATO DO CASO: Homem de 49 anos, procedente do interior de MG durante trinta dias apresentou febre constante de 38ºC, queda progressiva do estado geral, perda de sete quilos no período, mialgia e dor abdominal leve. Ao exame físico: regular estado geral, hipocorado e febril ao tato; discreta distensão abdominal, dor leve a palpação profunda e massa volumosa em hipocôndrio esquerdo, estando o espaço de Traube ocupado. Após o término da pesquisa laboratorial, não se definiu um diagnóstico e a cintilografia para pesquisa de febre de etiologia indeterminada com gálio-67 foi solicitada para avaliação complementar, tendo sido injetado 06mCi, com realização de pesquisa de corpo inteiro 48 horas após a injeção. As imagens revelaram uma distribuição heterogênea do traçador pelo organismo, com hipercaptações anômalas em baço (que se encontrava muito aumentado de tamanho) e aumento difuso em medula óssea e fígado. Com base nos achados cintilográficos e na condição clínica do paciente foi proposto como hipóteses diagnósticas a Leshmaniose em sua forma visceral e leucemia em fase aguda (devido aos sinais de expansão medular). Feita punção de medula óssea no paciente, solicitado sorologia para Leishmaniose e iniciado tratamento com anfotericina-B (a melhor opção para tratamento de LV intra-hospitalar). A biópsia de medula óssea foi negativa para doença linfoproliferativa e 72 horas após início do tratamento com o anti-fúngico o paciente apresentou melhora dramática de sua condição clínica e após 05 dias suas alterações laboratoriais se normalizaram. A sorologia para Leishmaniose foi positiva, sendo que a hemocultura não conseguiu identificar o patógeno. O paciente evoluiu bem até o término da internação, sem outras complicações. CONCLUSÃO: O gálio-67 demonstrou-se excelente na avaliação da FEI.
Resumo 171
Apresentação: Painel
Área: InfecçãoA importância da Cintilografia com Leucócitos marcados no diagnóstico diferencial da osteomielite em pacientes com pé diabético
Leonardo Fonseca Monteiro do Prado; Maria Silva Sucupira; Janete Carvalho Freitas; Getro Artiaga; Leda Maria Brauna Braga; Maria Lúcia Bortoleto; Hermelinda Pedrosa; Celeste Aida Nogueira Silveira; Nanci Costa da Silva; Alaor Barra Sobrinho; Dalton Alexan
Instituto de Medicina Nuclear e Endocrinologia de Brasília
Objetivo: Demonstrar, através de relato de caso e de revisão de literatura, a importância da Cintilografia com Leucócitos marcados na avaliação e diagnóstico diferencial de osteomielite nos pacientes com pé diabético. Relato de caso: Paciente CAG, 75 anos, masculino, portador de DM tipo II NID há cerca de 10 anos, apresentando lesão no 3° pododáctilo do pé esquerdo há cerca de 3 meses, que evoluiu com gangrena e posterior ressecção cirúrgica do 2°, 3° e 4° pododáctilos desse pé em maio/2007. Iniciou antibioticoterapia de amplo espectro com avaliação cintilográfica em Junho/2007 que sugeria processo inflamatório-infeccioso ósseo e de partes moles no pé esquerdo. Manteve-se antibioticoterapia, até que em Julho/2007 começou a apresentar leucocitose e piora clínica, sendo reoperado para debridamento da ferida operatória e ressecção de tecido necrótico na região plantar. Houve melhora clínica do paciente, associada a evolução satisfatória do processo cicatricial, até que em outubro/2008 notou-se abaulamento e flutuação à compressão na região maleolar interna do pé esquerdo, com hiperemia local. Realizados exames radiológicos (ecografia e RNM) que sugeriam celulite na região, associada a osteomielite de calcâneo. Dessa forma realizou-se nova cirurgia no início de Outubro/2007. Persistiu com drenagem de secreção na ferida operatória, até que em novembro/2007 foi realizada cintilografia óssea trifásica, que apresentava alterações sugestivas de osteomielite no pé esquerdo. Sugeriu-se então, realização de cintilografia com Leucócitos marcados, que não sugeria processo inflamatório-infeccioso no pé esquerdo. Optou-se, dessa forma, por tratamento conservador, com boa evolução da ferida operatória, que atualmente não apresenta sinais de infecção. Discussão: A osteomielite é uma das mais graves complicações que afetam diabéticos e tem prevalência entre 10% e 20% em infecções leves e entre 50% e 60% em infecções graves. A osteoartropatia diabética (Doença de Charcot) afeta diabéticos de longa duração, principalmente aqueles com deficiente controle e caracteriza-se por destruição e deformação óssea, com séria limitação funcional. A cintilografia óssea trifásica é o procedimento de escolha para o diagnóstico de osteomielite em ossos não afetados por outras condições. Nesses casos o estudo tem sua especifidade reduzida e a cintilografia com leucócitos se torna a modalidade de escolha para confirmar o diagnóstico. Conclusão: A medicina nuclear tem papel importante na avaliação de possíveis infecções ósseas, principalmente nos casos em que há condições sobrepostas, dentre elas procedimentos cirúrgicos associados, assim como outras doenças sistêmicas (IRC, DM,...).
Resumo 12
Apresentação: Painel
Área: Músculo-esqueléticoO papel da cintilografia no diagnóstico precoce da sacroileíte - relato de caso
Magalhães, M.R.; Valeiko, M.B.; Gomes, M.A.B.; Couto, G.M.; Villela-Pedras, I.S.; Villela-Pedras, J.A.
Clinica de Medicina Nuclear Villela Pedras
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS: Não raro, as espondiloartropatias soronegativas manifestam-se inicialmente com sacrileíte. A abordagem do paciente com dor em cintura pélvica, acompanhada ou não de limitação da movimentação dos membros inferiores inclui a radiografia simples do quadril, que não apresenta alterações significativas diante do quadro inicial de espondilite anquilosante. Ao contrário do método anterior, a cintilografia óssea trifásica é um instrumento de valor no diagnóstico precoce da sacroileíte, pois fornece informações sobre a atividade osteogênica e dos aspectos da vascularização nas áreas de interesse. RELATO DE CASO: paciente 52 anos, do sexo feminino, com dor no quadril persistente (há mais de 3 meses) que melhora parcialmente após o início das atividades diárias. Possui história familiar positiva para espondilite anquilosante, HLA-B27 positivo e radiografia sem alterações expressivas. A cintilografia óssea foi realizada e revelou hiperfixação do radiotraçador na projeção das articulações sacroilíacas, mais acentuada à esquerda. A quantificação relativa sacroilíaca/sacro foi de 1,57 à esquerda e de 1,47 à direita. CONCLUSÃO: Apesar da conhecida predileção da espondilite anquilosante por indivíduos jovens do sexo masculino, esta hipótese diagnóstica não deve ser desconsiderada diante de um paciente com dor lombar crônica ainda que este encontre-se fora da sua faixa etária usual de prevalência. A cintilografia óssea apresenta-se como um método de sensibilidade elevada e baixo custo, permitindo o diagnóstico e a instituição precoce do tratamento adequado.
Resumo 27
Apresentação: Painel
Área: Músculo-esquelético99mTc-MDP bone uptake in secondary hyperparathyroidism: comparison among mandible, cranium, radius and femur
Edson Boasquevisque, Jorge Wagner E. Silva, Vanessa V. A. Bernardo, Sara M. S. Macedo, Camila S. Boasquevisque, André R. N. Oliveira, Erika Tami P. Kasai, Carlos A. Mandarim de Lacerda
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Objective: Evaluating bone involvement in secondary hyperpathyroidism (SHPT) by 99mTc-MDP uptake in the mandible, cranium, radius and femur and with data correlation with PTHi serum (Intact Parathyroid Hormone). Materials and Methods: In a prospective study of 54 patients with SHPT due to chronic renal disease and 15 normal individuals (control group), all patients had elevated serum PTHi, concentration and positive 99mTc-MDP bone scintigraphy. Bone uptake measurements were carried out drawing regions-of-interest (ROI) on the mandible, posterior cranium, distal radius and proximal femur. Additionally, soft tissue uptake was measured with one region-of-interest on the internal tight soft tissue (BG). The ROI-BG ratio used as the index of normalized bone uptake. Results: The uptake differences from SHPT and control groups mainly for mandible (p = 0,001) and cranium (p = 0,002) were statistically significant, even when the SHPT groups were separated according to serum PTHi levels. There was increased bone uptake with the increased levels of PTHi serum. All of the mandibles of the SHPT patients were abnormal with 33% having focal lesions. Conclusions: The bone uptake in SHPT group was abnormal in all areas evaluated, with high uptake of 99mTc-MDP correlated to the increase of PTHi serum concentration.
Resumo 67
Apresentação: Painel
Área: Músculo-esqueléticoBone Scintigraphy in Erdheim-Chester Disease: A Case Report
Siqueira,VL; Soares, LMM; Ribeiro,VPB; Coura Filho, GB; Sapienza, MT; Ono, CR; Watanabe, T; Costa, PLA; Hironaka, F; Buchpiguel, CA.
Hospital das Clínicas - FMUSP
Introduction: Erdheim-Chester disease (ECD) is a rare non-Langerhans cell histiocytosis, of unknown etiology, characterized by infiltration of foamy histiocytes. Clinically, patients usually present with bone pain, and various extraskeletal manifestations. ECD differs from Langerhans cell histiocytosis (LCH) by radiologic and immunohistochemistry features. Case report: A 57-year-old woman presented with a history of intense pain on her left hand, besides eyelid xanthelasmas and xanthoms on frontal area ten years ago. Four years late she presented with pain on hips, legs and feet. Xanthoms spread to perioral area, mento and neck. Radiographs of the hands showed osteolysis of carpal bones bilaterally, osteolysis of fifth left metacarpal bone, osteosclerosis of all metacarpal bones bilaterally, except the fifth, and osteosclerosis of the second and third proximal falanges bilaterally. The legs showed bilateral diaphyseal and metaphyseal osteosclerosis. Bone scintigraphy demonstrated increased uptake on face bone (maxilla), and symmetric intense uptake on elbows, distal radii and ulnae, hands, distal area of femurs, tibias particularly on proximal and distal area, and feet. A tibia biopsy and a biopsy of neck lesion were made. The analysis of histology and immunohistochemistry were consistent with ECD. She has been treated with a-interferon for 1,5 year, and she reports delay in xanthoms progression and bone pain remission. Discussion: ECD is an adult multisystemic xanthogranulomatous infiltrative disease of unknown etiology. It may be confused with LCH, however ECD have distinctive immunohistochemistry and radiologic findings. LCH shows tipically lytic bone lesions on axial skeleton, whereas symmetrical long-bone osteosclerosis is the radiologic sign for ECD. LCH stain positive for CD1a and S-100 protein, and the electron microscopy of cytoplasm discloses Biberck granules. ECD stain positive for CD68, negative for CD1a and S-100 protein, shows absent of Birbeck granules and presents tipically Touton-type giant cells. There have been reported different treatments for ECD, including steroid therapy, radiation therapy, chemotherapy, surgical resection and immunotherapy, however there is no consensus concerning the best treatment and eventual effects are rarely stated. The prognosis depends on the extension of the extraskeletal involvement. The most common causes of death are respiratory distress, pulmonary fibrosis, and cardiac failure. This patient underwent a control bone scan in June of 2008, which demonstrated no progression on bone lesions, showing a satisfactory response to immunotherapy with a-interferon.
Resumo 82
Apresentação: Painel
Área: Músculo-esqueléticoPrevalência de Fratura de Estresse entre os jovens militares da Marinha do Brasil, no período de 2006 a maio de 2008.
Marcela Dalla Bernardina Fraga, Rafael Marcos Bandeira Da Silva, Raoni Bellotti Lamas, Wilter Dos Santos Ker, Lívia Maria Muniz Assis Dos Santos, Rafael Menezes Tavares, Pedro Salviano De Albuquerque Neto, Isabella Campagnuei Knust, Sérgio Roberto Fernand
Serviço de Medicina Nuclear da Marinha do Brasil- Rio de Janeiro
RESUMO A Fratura de Estresse é um dano contínuo ao osso que evolui desde a remodelação precoce até a fratura declarada, causada pelo exercício físico repetitivo. A Cintilografia Óssea é extremamente sensível para o processo de remodelação, evidenciando anormalidades de uma a duas semanas, antes que se manifestem as alterações radiológicas. O objetivo deste trabalho foi notificar a prevalência de fratura de estresse entre os militares da Marinha do Brasil na faixa etária de 14 a 35 anos submetidos ao treinamento militar, já que este requer um importante preparo físico. Assim obteve-se uma amostra de 49 jovens, em treinamento, com queixa de dor em membro(s) inferior(es) e sem relato de história traumática, dos quais 59,2% foram diagnosticados com fraturas de estresse pela Cintilografia Óssea em três tempos com 99mTecnécio-Metilenodifosfonato (99mTc-MDP). O que Mostra a grande importância da Cintilográfia Óssea para o diagnóstico e tratamento precoce e resolutivo da fratura de estresse. Palavra chave: Fratura de estresse, cintilografia óssea
Resumo 112
Apresentação: Painel
Área: Músculo-esqueléticoHEREDITARY MULTIPLE EXOSTOSIS WITH SECONDARY MALIGNIZATION – CASE REPORT
Coutinho AMN, Pitella FA, Coura Filho GB, Costa PLA, Ono CR, Watanabe T, Sapienza MT, Hironaka F, Cerri GG, Buchpiguel CA
Nuclear Medicine Center, Radiology Institute. São Paulo University Faculty of Medicine
INTRODUCTION: Hereditary Multiple Exostosis (HME) or multiple osteochondromatosis is a skeletal development anomaly which is characterized by generalized exostoses in the bones, mainly in long bone metaphyses, appearing during childhood and adolescence. The transmission is autosomal dominant, its prevalence varies from 1/50,000 to 9/1,000,000 in Europe, and around 10% of cases show no family history. CASE REPORT: Description of an HME case with two secondary malignization episodes. The data was taken from the patient’s chart and from imaging exams from the hospital files. WASB, a 19-year-old male, hospitalized after being pre-diagnosed with HME and complaints of bone-consistent mass in the right gluteal region and a lump in the posterior region of the right leg, associated to multiple bone lumps all over the body. A magnetic resonance imaging (MRI) was performed along with a bone scintillography with 99mTc-MDP which showed multiple osteogenic lesions in the thorax, pelvic bones and long bones with periarticular prevalence in the lower limbs. The suspicion of malignancy in the right iliac area was raised due to the MRI result and to the higher intensity captured in the scintillography, confirming chondrosarcoma grade I of malignancy in the biopsy. The patient suffered interileo abdominalis amputation of the right lower limb with good evolution and control scintillography performed after 1 and 1,5 years. In the second controlling procedure, the patient complained about pain in the left knee, and a MRI suggested a new secondary malignization. The hypothesis of a head of left fibula osteochondroma with signs of aggressiveness was confirmed following surgery. DISCUSSION: In HME, the exostoses grow along with the individual, ceasing with the epiphyseal fusion. The growth of these formations after skeletal maturation suggests activity of exostoses and, in most times, it is a sign of malignant transformation, which turns almost every time into chondrosarcoma. The scintillographic patterns and the development of lesions were consistent with what is described in the HME literature, which could also be used as a follow-up method for lesions. The imaging exams have showed consistency with clinical suspicions and anatomopathological exams, also, agressive surgical therapy has proved to be satisfactory to date. CONCLUSION: Bone scintillography can be used in the follow-up of HME patients since it favors the examination of lesions all over the body extension as well as the definition of areas that could present malignant degeneration.
Resumo 122
Apresentação: Painel
Área: Músculo-esqueléticoCINTIGRAFIA ÓSSEA DE PACIENTES COM DOENÇA REUMÁTICA ARTICULAR CRÔNICA E DE PORTADORES DE CA DE MAMA E DE PRÓSTATA.
Joaquim D’Almeida*, Carmelindo Maliska*,** e Maria Exposito Penas**
*Serviço de Medicina Nuclear do Hospital Central do Exército, Rio De Janeiro,RJ
A elevada sensibilidade da cintigrafia óssea é particularmente evidente na região articular, em que as estruturas da extremidade do osso sofrem ações mecânicas, inflamatórias e infecciosas com maior intensidade. E, no entanto, é dos métodos menos utilizados na investigação de afecções ósteo-articulares, principalmente quanto à presença ou ausência de atividade da afecção articular. O objetivo deste trabalho foi evidenciar a sensibilidade da cintigrafia óssea em pacientes com ou sem indicação clínica de doença reumática articular crônica (DRAC), localizada nas articulações das mãos. As cintigrafias ósseas planas foram realizadas, com Tc99m-MDP, em gama câmara Nucline, em 52 pacientes, com idade entre 22 e 76 anos, 38 do sexo feminino e 14 do sexo masculino. A cintigrafia óssea foi realizada em 25 pacientes com DRAC, em 17 com Ca de mama, 6 com Ca de próstata, e 2 com tumores ósseos e 2 com processos infecciosos ósseos localizados fora das mãos. O resultado das cintigrafias ósseas de todos os pacientes com DRAC mostrou de 2 e 10 imagens de captação focal em articulações das mãos, Das 8 pacientes com Ca de mama que tinham dores articulares nas mão, somente uma teve cintigrafia óssea normal. Nove pacientes com Ca de mama e 6 com Ca de próstata que não tinham queixa de dor articular nas mãos, as cintigrafias evidenciaram captações articulares em 9 articulações da mão direita e 9 da mão esquerda, isto é em 60% dos pacientes assintomáticos destas categorias.Dos pacientes com tumor ósseo um teve uma imagem de captação articular em mãos e nos pacientes com processo infeccioso também a cintigrafia foi anormal em uma articulação. Da análise dos resultados deste trabalho podemos concluir que a cintigrafia óssea é um excelente instrumento de diagnóstico de processos inflamatórios articulares em indivíduos assintomáticos e da avaliação da atividade da doença em pacientes crônicos.
Resumo 141
Apresentação: Painel
Área: Músculo-esqueléticoMETÁSTASES ÓSSEAS NO CÂNCER DE ENDOMÉTRIO: RELATO DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA.
José UM Calegaro, Gustavo V Gomes, Adilson C Oliveira, Marcelo V Gomes e Ênio F Gomes.
Grupo Núcleos de Medicina Nuclear – Brasília, DF
Introdução- As metástases ósseas no câncer de endométrio são pouco freqüentes; há registro de 30 casos na literatura, 16 no esqueleto axial e 14 no apendicular. Relato de Caso- G.S.,feminina, 57 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma endometrial pouco diferenciado, estádio clínico I, CEA e CA 125 normais, foi submetida à histerectomia total com anexectomia bilateral e omentectomia. Posterior cintilografia óssea mostrou metástases no ísquio e metacarpo do 3º dedo direitos (confirmados por TC e biópsia, respectivamente). Efetuou radioterapia local; novo controle cintilográfico evidenciou disseminação óssea múltipla. Realizou quimioterapia, sem sucesso, evoluindo para óbito 4 meses após. Discussão- Dos 14 casos no esqueleto apendicular, somente um (localizado no úmero) situou-se em membros superiores; este relato é o segundo, sendo o primeiro na mão. A metástase óssea hematogênica ocorre nos estágios mais avançados (EC IV) e com tumor menos diferenciado; entretanto, quando há metástase isolada ou coincide com diagnóstico do tumor original o prognóstico é melhor. Conclusão- É recomendável o uso da cintilografia óssea no ca de endométrio mais avançado, com tumor mais agressivo ou com sintomatologia óssea; este é o primeiro registro de comprometimento no metacarpo. Grupo Núcleos de Medicina Nuclear – Brasília